A máscara cirúrgica e o respirador PFF2 parecem cumprir a mesma função, mas foram projetados para riscos diferentes.
A máscara cirúrgica é uma barreira contra gotículas. Ela protege principalmente o ambiente e o paciente das secreções de quem a usa, e oferece proteção parcial ao próprio usuário contra respingos. Não veda no rosto, e o ar entra pelas laterais.
O respirador PFF2 é um equipamento de proteção respiratória. Ele filtra pelo menos 94% dos aerossóis e precisa vedar no rosto para funcionar. Sem vedação, a filtragem do material não importa: o ar entra pela fresta.
Na prática isso significa que a PFF2 é indicada quando há geração de aerossol — intubação, aspiração, nebulização, procedimentos odontológicos com alta rotação — e em contato com doenças de transmissão aérea.
Dois cuidados operacionais fazem diferença. O primeiro é o teste de vedação a cada colocação: cobrir a máscara com as mãos e inspirar, verificando se há entrada de ar pelas bordas. O segundo é a barba, que impede a vedação e anula a proteção.
Comprar PFF2 para uso geral encarece sem ganho, e usar cirúrgica onde há aerossol expõe a equipe. Separar os dois no dimensionamento da compra resolve os dois problemas.
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