Boas práticas

Máscara cirúrgica e PFF2 não são a mesma coisa

Confundir as duas compromete a proteção da equipe. A diferença está no que cada uma foi feita para barrar.

18 de agosto de 20265 min de leituraPor ProteseVida

A máscara cirúrgica e o respirador PFF2 parecem cumprir a mesma função, mas foram projetados para riscos diferentes.

A máscara cirúrgica é uma barreira contra gotículas. Ela protege principalmente o ambiente e o paciente das secreções de quem a usa, e oferece proteção parcial ao próprio usuário contra respingos. Não veda no rosto, e o ar entra pelas laterais.

O respirador PFF2 é um equipamento de proteção respiratória. Ele filtra pelo menos 94% dos aerossóis e precisa vedar no rosto para funcionar. Sem vedação, a filtragem do material não importa: o ar entra pela fresta.

Na prática isso significa que a PFF2 é indicada quando há geração de aerossol — intubação, aspiração, nebulização, procedimentos odontológicos com alta rotação — e em contato com doenças de transmissão aérea.

Dois cuidados operacionais fazem diferença. O primeiro é o teste de vedação a cada colocação: cobrir a máscara com as mãos e inspirar, verificando se há entrada de ar pelas bordas. O segundo é a barba, que impede a vedação e anula a proteção.

Comprar PFF2 para uso geral encarece sem ganho, e usar cirúrgica onde há aerossol expõe a equipe. Separar os dois no dimensionamento da compra resolve os dois problemas.

Compartilhar:

Precisa desses itens na sua unidade?

Atendemos hospitais, clínicas, laboratórios e farmácias com produtos de procedência documentada. Monte seu orçamento pelo catálogo ou fale com um especialista.

Voltar para o blog